Diálogo Social para a Rio+20 debate problemas socioambientais de MS

04.06.2012 · 12:00 · Reunião

O Diálogo Social para a Rio+20, com o tema “Por Justiça Socioambiental: O MS não está à venda”, realizado nesta segunda-feira (04.05), na Câmara Municipal de Campo Grande, chamou a atenção de todos os participantes para algumas das principais discussões sobre sustentabilidade no Estado, entre elas a governança verde e o impacto dos grandes empreendimentos nos direitos de crianças e mulheres em MS.

 

 

O Diálogo também serviu para apresentar os principais trabalhos desenvolvidos pelo Comitê Sul-Mato-Grossense para a Rio+20 e as propostas que serão levadas para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que acontece entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.

 

 

O vereador Marcelo Bluma (PV), presidente da Comissão Especial de Mobilização para Rio+20 da Câmara Municipal de Campo Grande, destacou a importância da democracia participativa, onde a sociedade pode contribuir com o processo político – alavancado principalmente pelo uso da internet. Ele também frisou a necessidade de uma governança global sustentável, criando mecanismos internacionais para que determinadas nações restrinjam suas ações de desenvolvimento. “Precisamos criar uma agência internacional capaz de aplicar sanções para os países que não contribuem para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

 

 

A representante da Secretaria Executiva do Comitê Sul-Mato-Grossense para a Rio+20, Simone Mamede, apresentou as principais ações do Comitê em todo o Estado, desde quando ele foi criado, em dezembro do ano passado.

 

 

De acordo com Simone, o Comitê e a Caravana dos Povos realizou palestras, reuniões e manifestos em diversos municípios do Estado, entre eles Campo Grande, Dourados e Corumbá, atingindo mais de 2 mil pessoas em suas ações. Entre as propostas que serão levadas pelo Comitê à Rio+20 estão a redefinição dos parâmetros do PIB (Produto Interno Bruto) e do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), por meio da inclusão de indicadores como cultura e desmatamento. Simone ressaltou que, após a Conferência no Rio, o Comitê pretende continuar suas atividades por meio de um Fórum Permanente de discussões sobre sustentabilidade.

 

 

A diretora do Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável Centro Oeste (IBISS-CO), Estela Scandola, alertou para o impacto causado pela instalação dos grandes empreendimentos no Estado, que trazem para a região a exploração sexual infantil e o tráfico de pessoas. “Sem o mercado sexual não é possível se manter um empreendimento. Quando se instala um empreendimento não se pensa no direito das pessoas”, enfatizou.

 

Em sua palestra, a Analista de Programa de Conservação do WWF-Brasil no Programa Cerrado Pantanal, Terezinha Martins, apresentou aos participantes a Pegada Ecológica – uma metodologia de contabilidade ambiental que analisa a pressão do consumo humano sobre os recursos naturais. De acordo com a metodologia, a economia deve estar a serviço dos direitos humanos, respeitando os limites ambientais. “Precisamos repensar o nosso modelo de comprar, consumir e descartar”, concluiu.

 

As atividades do Diálogo tiveram como objetivo gerar um documento oficial que será apresentado na Cúpula dos Povos, evento que também acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 23 de junho, paralelamente à Rio+20.

 

 

 

Juliana Belarmino

Assessoria de Imprensa Vereador Marcelo Bluma