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09.09.2019 · Vereador Dr. Loester
“Tenho posições definidas e não sou vaquinha de presépio”, diz dr Loester sobre transformação do hotel Campo Grande em moradia popular
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Nesta semana o Diretor Presidente da Agência Municipal de Habitação EMHA, Eneas José de Carvalho, ocupou a tribuna para falar sobre o Programa Habitacional Retrofit do Governo Federal e também da desapropriação do Hotel Campo Grande. O secretário disse que o programa se pauta por diretrizes de usar vazios urbanos e edificações subutilizadas ou pouco utilizadas. ”É um sistema inclusivo, novo modelo para a cidade. Comparo valores com outros conjuntos habitacionais nos bairros e vejo a necessidade de incluir nesta conta a função social e o custo de toda infraestrutura que já está disponível no Centro.” Argumenta.

Em aparte, o vereador Dr. Loester Nunes de Oliveira (MDB) disse que há outros prédios parados e questiona porque só o hotel Campo Grande foi incluído no Projeto. “Lançaram o projeto e disseram que “aquele que for contra, é contra o povo” , essa forma de expressão está sendo feita pelo nosso Prefeito, acho que ele deve respeitar essa casa. Nós não somos obrigados a seguir os 29 o mesmo caminho, dessa luta de situação e oposição, sai o que é melhor para a população. O que estão resolvendo é a situação dos proprietários, tirando abacaxi das costas deles. Como o sr mesmo citou, temos outras unidades paradas. Estou chateado com o Prefeito quando a conduta, a posição que ele está tomando em dizer que “aquele que é contra, é contra o povo”. Uma fala cheia de adjetivos nocivos a nossa pessoa. Sou um vereador, tenho consciência do que faço, tenho posições definidas e não sou vaquinha de presépio. E nós vereadores somos a favor “sim” de construção de moradias, quando favorece a população, nesse projeto haverá poucas unidades habitacional e muito recurso público investido, não é viável,” Finalizou. 

ENTENDA O CASO 

No início do mês de agosto o Prefeito Marquinhos Trad (PSD) tornou público o interesse em investir R$ 38 milhões no Hotel Campo Grande, fechado desde 2001, para transformá-lo em moradia social, sendo 13 milhões para desapropriar o prédio e 27 milhões para reforma e transformá-lo em moradia popular.

No dia 19 de Agosto o coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul, senador Nelsinho Trad (PSD), recebeu em Brasília o prefeito de Campo Grande, e intermediou encontro dele com o ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, Gustavo Canuto, para reivindicação do Programa Habitacional Retrofit à capital e falou sobre a proposta de transformar o prédio do Hotel Campo Grande, abandonado há 18 anos, em 260 unidades habitacionais. O ministro disse que a proposta é interessante e se comprometeu em auxiliar o prefeito de Campo Grande. “Vou olhar para ver se se enquadra na linha de crédito habitacional que temos para famílias de baixa renda”, disse Gustavo Canuto.

 Mas o advogado Gervásio Alves Oliveira Junior, que representa os proprietários do hotel (FamiIia Coelho), disse que a informação foi recebida com surpresa, mas que é possível conversar sobre o assunto. Ele fez uma observação em relação ao valor. “O que causa estranheza é a prefeitura cobrar durante 20 anos, IPTU sobre R$ 20 milhões, e fazer avaliação de R$ 13 milhões”, questiona. De acordo com ele, ainda existe na família, a intenção de retomar o negócio, o que impedia, antes, eram as dívidas tributárias, segundo ele já foram quitadas.

O vereador Dr Loester que é um frequentador assíduo das feiras livres da capital, perguntou para comunidade sobre transformar o hotel em moradia popular,

Fala Povo:

Segundo o Professor João Celso Balta, o Prefeito deve repensar a ideia, “Eu entendo que aquele prédio onde funciona o hotel campo grande, podia ser utilizado para funcionar órgãos públicos da administração municipal, começando pela EMHA. A secretaria da juventude, a subsecretaria de direitos humanos, a subsecretaria da Mulher e muitos outros órgãos da administração municipal   paga aluguel. Acho que até SEMED paga aluguel. Seria muito mais útil para Campo Grande se os órgãos administrativos municipal ficasse ali. Facilitaria o acesso aos servidores por conta de transporte coletivo, e até para população de campo-grandense. Um conjunto habitacional residencial ali, na minha opinião não cabe. As pessoas vão viver ali como? Num espaço de 27 m², as crianças terão lazer onde? E garagem? Penso que o prefeito deveria repensar, além do mais deve haver uma disputa enorme por essas unidades que são apenas 260 e o nosso déficit habitacional é 38.000 (trinta e oito mil), então, deve ser repensado.

Já a Diarista Marcia Helena da Silva é contra , disse que transformar o hotel em condomínio é um plano para ressuscitar a 14 de julho e demais ruas onde o Projeto Reviva Centro assassinou, sim o comércio da área central está praticamente morto pelo Impacto das Obras Públicas, “ quem que não passa pelo centro da cidade e não vê que o Comércio morreu. Eu gostava muito de vir aqui, mas tá estranho, parece abandonado, acho que o Prefeito quer consertar o serviço que ele fez com os comerciantes, e habitando o hotel, transformando num condomínio, talvez ressuscite o comércio local.” Afirma Marcia.

O Diretor Patrimonial da Associação Okinawa de Campo Grande, Carlos Arakaki diz ser a favor,” tem que priorizar esse condomínio residencial para os funcionários que trabalham no comércio local, facilitando assim o translado casa/trabalho e liberando o estacionamento central para outras pessoas, ou seja, os fregueses do comércio.” Sugere Arakaki. 

Madison Costa, Representante Comercial, é contra a proposta de um condomínio popular, “Porque que a prefeitura não transforme ali um prédio da administração municipal? Diminui o número de secretarias e concentra tudo num local só. Agora, não tem só o hotel Campo Grande para desapropriar, tem outros prédios na área central que precisam ser desapropriados também, porque só o hotel campo grande? O Prefeito deveria colocar outros prédios também para aumentar números de unidades habitacionais, caso o projeto venha ser aprovado.” Ressalta Madison.  

Eneida da Rocha, Comerciante,  diz achar a proposta interessante, “ Eu acredito muito em políticas públicas, se dá pra realizar um projeto que pode atender famílias em situação de vulnerabilidade, principalmente favorecendo a Lei estadual que estabelece que as mulheres chefe de família que tem direito prioritário nas casas, condomínios, porque o que eu mais vejo é mulher chefe de família pagando aluguel, sendo assim eu acho super interessante sim. “afirma Eneida.

Raquel Costa, empresária, não é a favor da proposta, “Eu conheci o hotel Campo Grande em pleno funcionamento, ele era maravilhoso. Sou contra essa proposta de transformá-lo em residência, não vejo finalidade nenhuma nisso. Porque não uma livraria, ou um restaurante panorâmico, para gente tomar um café e apreciar a cidade lá de cima. A cidade está tão bonita com essa administração do Marquinhos, esse prefeito está arrebentando.” comenta Raquel.   

 

Andrea de Barros

Assessoria de Imprensa do Vereador 

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