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15.07.2019 · Audiência Pública
Enfermeiros cobram piso salarial e fixação da carga horária semanal de trabalho
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Enfermeiros e representantes de classe voltaram a cobrar, durante audiência pública nesta segunda-feira (15), a implementação do piso salarial e fixação em 30 horas da carga horaria de trabalho semanal da categoria. O debate “30 Horas da Enfermagem – Efeitos e consequências”, convocado pela Comissão Permanente de Saúde da Casa, através da vereadora Enfermeira Cida Amaral, vice-presidente do colegiado, discutiu melhorias para os trabalhadores da área da enfermagem em Campo Grande.

“Não é a primeira, nem a última audiência, para se falar de 30 horas e piso salarial. É uma árdua batalha nossa, que vem desde 1994. Mas, a gente não pode desistir de nossos sonhos. Quando convidei os colegas, estava com esse objetivo, de que essas 30 horas acompanhadas de um piso salarial digno nos trouxessem mais condição de trabalho, mais qualidade de vida para nós e para quem recebe nossa assistência”, afirmou a proponente.

A luta pelas 30 horas é antiga: o Projeto de Lei nº 2295/2000 tramita no Congresso Nacional há 19 anos. A proposta fixa em 30 horas a carga horaria de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além das parteiras de todo o país. Em sua luta pela categoria, a vereadora Enfermeira Cida já esteve em Brasília e oficializou o pedido de apoio com vários deputados federais durante agenda em abril deste ano.

“Precisamos que ações parlamentares demonstrem essa preocupação com nós. A jornada de 30 horas semanais não é nenhum privilégio. É uma necessidade. Quando se fala em 30 horas, falamos de uma necessidade frente a uma profissão que tem uma especificidade: o cuidado. É diferente da medicina que trabalha com a patologia. Nós trabalhamos com o cuidado. É cuidado nas 24 horas, nos diferentes ciclos de vida dos pacientes que assistimos. Ela tem que ter um olhar diferenciado, sim, inclusive na carga horária, salários e benesses que, eventualmente, o mundo do trabalho deveria estar preocupado e oferecendo”, disse a Coren/PR, Dra. Simone Peruzzo, que palestrou durante a audiência.

Segundo o vereador Pastor Jeremias Flores, a profissão “é um dom de Deus”. “Essa profissão é um dom recebido de Deus. Essa luta continua. Contem com essa Casa. Eu sou defensor daquilo que é o anseio da comunidade, e a enfermagem faz a diferença na vida de todos nós”, afirmou.

O vereador Dr. Wilson Sami destacou a importância do profissional da enfermagem na atenção básica. “A enfermeira e o técnico são meus braços. Sem eles, me sinto desamparado. Quem segura, de fato, a saúde brasileira nos hospitais, nas madrugadas, são os enfermeiros e técnicos. Às vezes eu estou dormindo, e quem está cuidando da minha paciente é o enfermeiro”, frisou.

Também representante da categoria, o vereador Fritz destacou a união dos enfermeiros. “Estamos aqui trabalhando, galgando agora, em âmbito estadual e federal. Essa Casa agradece muito ao presidente e aos 29 vereadores que votam com nossos sonhos. Eu, enquanto político, estou realizado, mas ainda temos muito a avançar, principalmente no âmbito privado. Nesse sentido, buscamos fortalecer sindicatos e Conselho em cima de um projeto político que foi construído com união e representatividade. Não admito quem diz que a enfermagem não é unida. Ela é unida e se mostra presente nos dois vereadores que vocês têm nesta Casa”, afirmou.

Já o vereador Dr. Cury garantiu o apoio da Casa aos enfermeiros. “As reflexões a respeito das pessoas que trabalham em saúde são fundamentais, como esse debate. Quero hipotecar nosso apoio e dizer que a Câmara de Vereadores está apoiando totalmente esta luta, vamos continuar e podem contar conosco”, defendeu.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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