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31.05.2022 · Palavra Livre
Projetos aprovados pelos vereadores ajudarão no acesso ao tratamento de pacientes com hemofilia
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A demanda levada à Tribuna da Câmara Municipal de Campo Grande na sessão desta terça-feira (31) foi transformada em dois projetos de lei já aprovados pelos vereadores. O presidente da Associação das Pessoas com Hemofilia e Outras Coagulopatias de Mato Grosso do Sul, Neder Gustavo dos Santos, apresentou os desafios para que os pacientes tenham acesso ao passe livre do transporte coletivo para acesso ao tratamento em hospital e também carteira de identificação para receber atendimento de urgência, medidas contempladas nas propostas aprovadas.  

Atualmente, são 189 pessoas diagnosticadas com coagulopatias em Mato Grosso do Sul, sendo cerca de 70% residentes em Campo Grande. A Associação foi criada em 2017, contando com pacientes e pais das pessoas que enfrentam o problema, além da rede do Hemosul que participa para a melhoria do tratamento. 

Neder dos Santos detalhou que esses pacientes precisam de atendimento de urgência mais rápido, inclusive tendo de recorrer à emergência em casos considerados simples para as demais pessoas, como um corte pequeno. Para agilizar este tratamento, os pacientes reivindicam uma carteira de identificação. “Quanto mais demora para ser atendido, maior o risco de complicação e mortes para pacientes. Há risco de sangramento interno, de articulações e órgãos”, disse Neder dos Santos.   

Eles pedem a inclusão na carteira de identificação de medicações que podem ser utilizadas, procedimentos que podem ser feitos, além de detalhamento sobre a condição para acelerar esse atendimento em caso de urgência. 

Outra solicitação foi a inclusão da gratuidade no transporte coletivo para pacientes e, no caso de crianças, de seus familiares acompanhantes. As crianças, conforme o presidente da Associação, precisam se deslocar três vezes por semana até o ambulatório do Hospital Regional para infusão de medicamento. 

Além disso, adultos e crianças participam de atendimento fisioterapêutico na Apae duas vezes na semana. “Isso ajuda no fortalecimento muscular, que é essencial para mais qualidade de vida dos pacientes. Muitos acabam não fazendo por falta de recursos para esse acesso”, esclareceu Neder dos Santos. 

O vereador Dr. Sandro Benites, autor do convite para o presidente da Associação falar na Tribuna, esclareceu a importância das crianças estarem recebendo esse tratamento, de forma preventiva, para terem mais qualidade de vida e para evitar sequelas neurológicas e em relação aos movimentos. “Essa carteirinha vai ser a identificação para que o paciente passe a frente numa situação de emergência médica e também vai facilitar o passe livre para esse número pequeno de pessoas, o que não dará impacto financeiro significativo”, afirmou. 

Na sequência à fala na Tribuna, foram aprovados os projetos de lei 10.666/22 e 10.612/22, ambos de autoria do vereador Dr. Sandro Benites. A primeira proposta dispõe sobre o passe livre aos hemofílicos e aos portadores de moléstias hemorrágicas hereditárias. O segundo dispõe sobre a criação da Carteira de Identificação e Informação do paciente Hemofílico, na qual constarão detalhes da patologia, medicações utilizadas e recomendações para o tratamento de urgência e emergência. A carteirinha contará, por exemplo, com orientações básicas quanto aos medicamentos contraindicados, procedimentos invasivos e cirurgias, conforme a proposição. 

Milena Crestani 

Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal 

 

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