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16.05.2022 · Vereador Dr. Sandro Benites
“Precisamos unir forças e oferecer alternativas para as crianças e os adolescentes”, sugeriu Dr. Sandro Benites durante a audiência pública “Campo Grande sem Drogas”
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O vereador Dr. Sandro Benites, presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis e médico toxicologista, reuniu autoridades, nesta manhã (16/5), para debater uma nova pandemia: o uso e o abuso de álcool e drogas.

Extremamente envolvido na causa, principalmente no trabalho pela prevenção desses vícios, Dr. Sandro Benites realizou a apresentação da capacitação que ele tem feito em escolas com as crianças e os adolescentes e em comunidades terapêuticas.

“Temos um único objetivo, unir forças e oferecer alternativas para as nossas crianças e adolescentes, proporcionando educação, esporte, arte e trabalhando a prevenção. Dependência não tem cura, é degenerativa e leva à morte. Precisamos encarar isso o mais rápido possível”, destacou o parlamentar.

Dr. Sandro Benites também frisou algumas soluções para o combate às drogas na sociedade. “Temos que trabalhar com os nossos órgãos medidas eficazes. Não adianta só falar: “não use drogas”, temos que dar solução, ter diálogo na família e trabalhar a prevenção com opções, dando oportunidades e com uma legislação mais dura”, afirmou.

O Deputado Estadual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Lidio Lopes, trouxe sua experiência como contribuição para a audiência. “Primeiramente parabenizo o vereador pela iniciativa. Temos que fazer o enfrentamento, o que faço desde 2009, quando cheguei neste parlamento. É um poço que não vemos o fundo e é muito preocupante. Hoje, não tem como fazer o enfrentamento se não abrirmos centros de internação compulsórios. A vida prevalece mais do que o direito de ir e vir”, ressaltou o parlamentar.

O Subsecretário Ian Odara Araújo Leal, da Subsecretaria de Políticas Públicas destacou a importância de debater o tema. “Temos que olhar pelo início, com o álcool, tabaco e os cigarros eletrônicos. As drogas começam dentro da família, por isso precisamos trazer a sociedade para discutir e ampliarmos as políticas públicas”, sugeriu.

Representando a Secretaria Municipal de Saúde, o médico psiquiatra Renato Alves Higa, da Coordenadoria de Atenção Psicossocial/ CRAP, colocou-se à disposição para capacitar e ajudar no combate às drogas na Capital. “O tratamento é difícil, não é para leigos, mas sim para profissionais. A internação compulsória deveria ser uma realidade em nosso meio. Me coloco à disposição para capacitar e ajudar”, disse.

Já a Cláudia Aparecida Nogueira Lopes, Membro do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, que esteve representando a Secretaria de Estado de Educação, destacou o trabalho feito pela Pasta. “Hoje, temos uma coordenadoria de política da psicologia escolar, em que as escolas encaminham os alunos, conforme a necessidade de cada um. Temos vivido um flagelo mundial e precisamos de soluções estruturantes. Enquanto secretaria, acreditamos que o ideal para a prevenção se inicia no útero, de forma precoce e duradoura. As drogas são um problema complexo, social e que está refletindo em nossas famílias”, falou.

A representante da Secretaria Municipal de Educação, Técnica de Apoio a gestão, Mônica Cristina Silvana, contou sobre o trabalho que a Pasta tem com os alunos, o PROERD (Programa de Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). “Se não trabalharmos com as famílias, não chegaremos aos alunos. Continuamos o trabalho em todas as escolas, com 3.200 alunos tendo as aulas no PROERD e contando com parceiros, como o Dr. Sandro”, contou.

O Delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, esteve representando a SEJUSP (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). Na ocasião, o delegado parabenizou o vereador pela iniciativa na luta contra as drogas.

“As drogas atingem a sociedade. Não faz distinção de cor e nem de classe social. Trabalhar e enfrentar as drogas é extremamente difícil e complexo, pois elas movimentam cerca de 900 bilhões de dólares ao ano. Estamos sim, diante de uma situação que envolve muitos fatores. Precisamos falar a mesma língua, temos uma fronteira seca, em que o nosso povo sul-mato-grossense está vulnerável por estar ao lado do Paraguai e Bolívia, umas das maiores produtoras de maconha e cocaína”, destacou o delegado.

Por fim, o representante da Federação Sul-mato-grossense de Comunidades Terapêuticas (FESMACT), Carlos Thiago Nogueira, falou do trabalho desenvolvido para os usuários. “Temos desenvolvido um grande trabalho. Padronizamos os atendimentos de todas as comunidades terapêuticas, onde trouxemos aperfeiçoamento e profissionalismo. A grande dificuldade é a vulnerabilidade social que há dentro das famílias. Não está havendo ambiente protetivo dentro de casa. Precisamos atuar em conjunto. O problema não são as drogas, o problema está na vida do indivíduo”, afirmou.

Também estiveram presentes a representante da Secretaria de Estado de Saúde, da Rede de Atenção Psicossocial, Liliane Pinho de Almeida, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, o representante Artêmio Miguel Versoza, a Diretora-adjunta da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos e Coordenadora de Proteção à população em situação de rua e políticas sobre drogas, Bárbara Cristina Fernandes Rodrigues.

Beatriz de Almeida
Assessoria de Imprensa do Vereador

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