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22.10.2019 · Vereador Eduardo Romero
Pesquisador do INPE diz que MS é uma caixa de fósforos quando se discute registros de incêndios
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Mato Grosso do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potencial de focos de calor, principalmente nos meses de estiagem. Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desde 1973, Natálio Abrahão Filho compara MS a uma caixa de fósforos, ou seja, em potencial estado de alerta para a qualquer momento ter grandes incêndios florestais. O pesquisador participou do seminário Direto ao foco – queimadas, meio ambiente e políticas públicas, que foi realizado no dia 18 de outubro, na Câmara Municipal de Campo Grande.

Junto com Minas Gerais e Mato Grosso, o meteorologista destaca que Mato Grosso do Sul apresentou entre 2013 e 2019 60% de potencialidades do fator queimadas. Natálio Abrahão pontuou que desde 2013 MS não registra menos do que 100 mil focos de incêndios/ano. Para ele, as políticas de controle não estão sendo eficazes.

Conforme levantamento do INPE, o Brasil registrou até o dia 14 de outubro 153.948 focos de calor, sendo 45,2% na Amazônia e 36,6% no Cerrado, este com 54.744 registros. Vele lembrar que maior parte do Mato Grosso do Sul é coberto por Cerrado, que é um dos biomas menos protegidos no Brasil.

O pesquisador fez alerta sobre o período chuvoso que se avizinha no Estado, com vários locais registrando chuvas com consequências graves, devido carga provocada por queimadas nos últimos meses. ‘Como ocorreram muitas queimadas e menos chuva o resultado pode se resumir em perigo!’, disse durante o seminário.

O meteorologista destaca que depois de cinco dias sem chuva cai 20% o teor de água no solo e as plantam entram em estado de reserva de água. ‘No sexto dia está pronto para queimadas e quem pratica sabe disto. Não existe fogo espontâneo. De 100 testes que fizemos um gerou fogo. Então, a mão humana é a geradora de fogo’, frisa.

Além de apresentar levantamentos técnicos sobre a incidência de incêndios no País, o pesquisador também fez um alerta sobre os danos humanos que esta prática traz. ‘A carga térmica que se expõem os bombeiros na hora de apagar o fogo é enorme. É um dano humano muito grande’, alertou na tentativa de chamar a atenção de quem ateia fogo para pensar nos danos ambientais, sociais e humanos, além dos gastos do poder público no empenho de combate.

Confira Aqui apresentação completa do pesquisador.

 

Assessoria de Imprensa do Vereador 

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