logo
21.05.2019 · Vereador Fritz
Médicos da OSS da Central de Regulação desrespeitam lei de acesso aos portadores de necessidades especiais
20190515_093039

A vaga de estacionamento para deficientes físicos no prédio destinado a Central de Regulação do Estado, em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, está sendo utilizada por médicos e diretores da Organização Social de Saúde (OSS) Instituto de Atenção Básica e Avançada de Saúde (IABAS), que gerencia o local. O que era para ser exemplo virou caso de discussão de quem necessita ir ao lugar e até de quem trabalha na instituição e, após denúncia, o vereador campo-grandense enfermeiro Fritz foi averiguar a situação, constatando a irregularidade.

“Além do espaço destinado ser utilizado indevidamente, colocaram uma cancela onde somente algumas pessoas possuem o controle para entrada ao local, dificultando mais ainda o acesso dos deficientes físicos ao prédio”, denuncia Fritz.

Durante a vistoria, a equipe que estava na Central verificou que a vaga, com entrada pela Avenida Afonso Pena, estava sendo utilizada para estacionamento do coordenador médico da Central Estadual de Regulação (CERA) e do Complexo Regulador Estadual (CORE). Além de uma tentativa de apagar o símbolo que identifica a vaga exclusiva, no momento da vistoria, um dos médicos entrou na área reservada e estacionou o veículo onde deveria ser privativo para os deficientes. A vaga fica a menos de 10 metros da porta de entrada do local, facilitando o acesso para aqueles que possuem dificuldades de locomoção.

O prédio possui ainda mais uma entrada que fica voltada para a Rua Bahia e que também possui um local específico para estacionamento de veículos de pessoas que possuem alguma dificuldade de locomoção. Entretanto, funcionários do local despejam os sacos de lixo em frente a essa vaga, dificultando a movimentação das pessoas.

De acordo com a denúncia, os sacos de lixo ficam expostos o dia todo no local, já que os profissionais que fazem a coleta só passam durante a madrugada. “Os médicos não estão preocupados com o bem comum e sim com seus próprios interesses. Cadê o Estado e o município que não cumprem a lei? O poder está acima das necessidades já que essas pessoas não tem responsabilidade”, disse a técnica de enfermagem que exerce a profissão no local, Jaqueline Tsalikis. Após um acidente enquanto pedalava pelas ruas de Campo Grande, ela precisou amputar uma das pernas e, atualmente, utiliza uma prótese para se locomover.

A profissional da área da saúde destaca ainda que já houve momentos em que pacientes que se utilizam de cadeira de rodas precisaram ser carregados no colo para poderem ultrapassar a cancela existente. O vereador da capital ressaltou que a porteira não permite o deslocamento das pessoas devido ao tamanho da barra, além disso, a calçada que circunda o prédio é muito alta, impossibilitando que cadeirantes, por exemplo, acessem o local.

“Isso está muito errado e ninguém fez nada até agora. Já tem mais de seis meses que a situação está assim e nada mudou. Vim conversar com os responsáveis e não fui recebido. Sabemos que ações simples poderiam facilitar a vida de toda a comunidade, mas ainda encontramos pessoas que pensam somente em si”, indignou-se Fritz.

Ainda de acordo com Jaqueline, o prédio está totalmente inadequado quando o assunto é o acesso aos deficientes. Além das entradas possuírem os problemas citados, o elevador não funciona e a única saída está recebendo uma porta, com a justificativa de aumentar a segurança no local. “Já enviei também um pedido ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mas ainda não obtive respostas”, explicou.

Hugo Norberto
Assessoria de Imprensa do Vereador

Acessibilidade com Libras

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Campo Grande pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras. Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - http://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.