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10.03.2015 · Sessão Itinerante
Em Sessão Itinerante, representantes da antiga Rodoviária criticam abandono do local
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O abandono do prédio da antiga Rodoviária de Campo Grande, conhecido como Centro Comercial do Oeste, e do bairro Amambaí como um todo, foram as principais críticas apresentadas por lojistas e representantes do condomínio que marcaram presença na 1ª Sessão Itinerante realizada no local, na manhã desta terça-feira (10).

 

De acordo com Rosane Nely de Lima, síndica do Condomínio Comercial do Oeste, em 1982 foi desapropriada pela Prefeitura a área do Terminal de ônibus coletivo e em 1986 foi desapropriada também pela Prefeitura a área correspondente à antiga Rodoviária. “Desde então a Prefeitura nunca passou uma mão de tinta nesse lugar. O abandono não é de quando a Rodoviária saiu daqui. Há anos a Prefeitura só tira os empreendimentos do bairro Amambaí, em trazer nada troca. Temos aqui 5 mil m², sendo que 9% é da Prefeitura. A Prefeitura tem que tomar posse do que é dela. Nós queremos reformar isso aqui, mas o espaço não é nosso. Muitos empresários desistem de investir aqui com medo de terem o prédio desapropriado depois. A Prefeitura que faça a concessão do espaço que é dela para os lancheiros, para construírem uma praça de alimentação adequada aqui, com banheiros. Ou então dê a concessão para o condomínio. Temos 70% da rede hoteleira de Campo Grande no nosso bairro. Isso mostra o descaso da Prefeitura com o bairro Amambaí”, criticou Rosane.

 

Já a presidente da Associação dos Lojistas do Centro Comercial do Oeste, Heloísa Cury destacou a importância da realização da Sessão Itinerante no local. “Esse é mais um avanço no debate. Essa questão precisa sair da fase de reuniões e avançar para algo definitivo. Sei que está Sessão Itinerante será um divisor de água na luta pela revitalização daqui. Já estamos avançando. Precisamos atar as mãos. Não aceitamos mais migalhas. Temos que tirar esse projeto do papel. Quero pedir a ajuda do presidente Mario Cesar, para interceder por nós junto ao prefeito. O prefeito nos prometeu que traria 26 salas do Pronatec para cá, assim como a Secretaria de Turismo, a Funsat e iria doar o cinema para a Fundac, para a realização de eventos culturais, mas nada foi feito ainda. Só queremos servir à sociedade, oferecendo serviços e lazer para a população”, avaliou.

 

Também usou a Tribuna Participativa o gerente de segurança empresarial da Empresa de Correios e Telégrafos, Marcio Nei Mendes Moreira, que apresentou aos presentes fotos e vídeos relatando as dificuldades enfrentadas no local. “Temos aqui ao lado da antiga Rodoviária o Centro de Tratamento de Cargas e Encomendas, com 400 empregados. Temos turnos que começam às 3 horas da manhã. E é preciso uma verdadeira operação de guerra para esses empregados chegarem com segurança. Temos muitos mendigos, usuários de drogas e criminosos nas redondezas. Nossas câmeras de segurança já flagraram de tudo: tráfico de drogas, consumo de entorpecentes, roubos, furtos, tentativas de homicídio e até relação sexual em plena luz do dia. Tudo isso na calçada da agência. Isso é um risco muito grande para clientes e empregados dos Correios”, revelou.

 

Paulline Carrilho
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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