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13.11.2019 · Eventos
Em seminário, especialistas defendem investimentos no transporte público
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Autoridades em trânsito defenderam, durante o II Ciclo de Palestras "Plano Diretor - Mobilidade e Acessibilidade", mais atenção e investimento no transporte público. O debate, que começou esta manhã, reúne diversos especialistas na área e é voltado a profissionais das áreas de engenharia e arquitetura, além de acadêmicos desses cursos e entidades do terceiro setor que atendem pessoas com as mais variadas deficiências.

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“Temos notado uma perda de passageiros no transporte coletivo, e um aumento no transporte individual. Esse crescimento está acontecendo muito por conta da frota de motocicletas, que é muito barato. Mas ela tem um custo para a sociedade, por conta dos acidentes, por exemplo. Quando se perde passageiros no transporte coletivo, fica difícil manter uma boa oferta. Existe um problema sério de mobilidade, mas há exceções”, apontou Luiz Antônio Cortez Ferreira, Gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô de São Paulo.

Este é o segundo ciclo de palestras realizado pela Câmara Municipal. Em setembro, a Casa de Leis realizouo I Ciclo de Palestras com o tema “Plano Diretor – construção de um pacto social para o futuro de Campo Grande”, que discutiu ferramentas de gestão, sustentabilidade, captação de recursos e ferramentas tecnológicas.

Para o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Janine de Lima Bruno, o grande desafio da mobilidade urbana é agilizar o atendimento à população. 

“A grande luta é ganhar tempo. O transporte coletivo disputa a rua com os veículos menores, de uso individual. Estamos começando a construir os corredores para ganhar velocidade média, com menos ônibus, e atendendo melhor a população. Assim, você consegue atrair aquele passageiro que está indo para o transporte individual, que é o grande vilão. Ele sobrecarrega as vias públicas. Se você jogar esse passageiro para o público, você terá menos poluição e mais espaço”, apontou.

Nazareno Stanislau Affonso, diretor nacional do Instituto Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos, falou sobre mobilidade urbana sustentável, meio ambiente e inclusão social.

“Desde a década de 1950, o Brasil optou pelo automóvel, que não é democrático. Isso fez com que as ações do poder público estejam voltadas ao veículo, e assim temos uma mobilidade com sérios problemas. Temos que começar a pegar, por exemplo, estacionamentos, tirar, e fazer ciclofaixa. Teríamos vários quilômetros de ciclofaixa. Pega o sistema viário e amplia o espaço do ônibus. Calçada não faz parte da política do Governo. Ninguém quer saber disso. Mesmo ciclovia, você não sabe onde passam as principais. Isso tudo a gente tem propostas de como fazer”, apontou.

O II Ciclo de Palestras "Plano Diretor - Mobilidade e Acessibilidade" segue durante a tarde no plenário Oliva Enciso, na Câmara Municipal.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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