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22.04.2015 · Câmara Comunitária
Em Comunitária no Nova Lima, moradores clamam por asfalto
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Asfalto, essa foi a principal reivindicação apresentada por moradores e lideranças comunitárias durante a 8ª edição da Sessão Comunitária realizada pelos vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta quarta-feira (22) na Escola Municipal “Hércules Maymone”.

 

Para o morador do Bairro Nova Lima, Joel Andrade Bezerra, o principal problema do bairro é a falta de asfalto. “Somos um bairro gigantesco, com casas boas, temos mais de 50 anos e nada do asfalto. Tem bairros em Campo Grande com 10, 15 anos e já estão asfaltados e o nosso nada. Estamos esquecidos. Aqui são cinco ruas asfaltadas só. Se cada prefeito tivesse asfaltado uma rua, nesses 50 anos, já estaríamos com o bairro todo asfaltado. Temos sujeira, mato e dengue por todo lado, não temos praça, não temos área de lazer”, revelou.

 

O presidente da Associação de Moradores do bairro Morada Verde, José Geraldo Balejo Jará também destacou a necessidade do asfalto para a região. “A gente sabe da necessidade do povo para fazer asfalto, mas queremos algo de concreto, chega de promessa. Precisamos de esgoto no bairro Morada Verde, mas eles dizem que enquanto não fizer o anel viário e a cidade expandir até lá, não tem como fazer”, alegou.

 

O presidente do Conselho Regional do Segredo, Paulo César Lima de Sousa afirmou que as previsões são de que o asfalto saia ainda este ano, de acordo com informações da Prefeitura. “Estou com vocês nessa luta e vou continuar cobrando o asfalto para o Nova Lima”, disse.

 

O morador do Nova Lima, Aldenir Matos Araújo também clamou por asfalto e iluminação pública para a região. “Nosso bairro está largado, pagamos um imposto muito caro. Quero poste de iluminação para todos, quero asfalto para todos. Como que vai se instalar uma empresa aqui e garantir a acessibilidade necessária? Aqui mesmo na escola, a escada não tem corrimão, não tem acessibilidade nenhuma”, disse.

 

O presidente do Movimento de Apoio Social Campo-Grandense, José Ferreira Rocha Neto, conhecido com Zé do Anache, afirmou que “o prefeito nos deu certeza desse asfalto e vamos dar um crédito, não sei por quanto tempo. Temos até vereadores que não são da região e estão lutando pelo nosso asfalto. Quero também denunciar a situação do Ceinf Girassol, que é uma ONG, que está há 5 meses sem pagar os funcionários e recebe dinheiro do Fundeb. No Asilo está acontecendo a mesma coisa. Vou mandar uma mensagem para o Fundeb interrogando sobre esse assunto”, alertou.

 

Para o professor de futebol, José Ferreira de Andrade, mais conhecido como “Esquerdinha”, a solicitação foi de mais apoio para as escolinhas de futebol promovidas voluntariamente nos bairros. “O esporte é responsável pela educação desses jovens e adolescentes e nada foi feito até hoje, não temos respaldo nenhum. Não somos remunerados. Somos esquecidos e não recebemos ajuda. Porque o Projeto das escolinhas de futebol foi cortado e nunca recebemos nada de ajuda? Somos 10 escolinhas de futebol em Campo Grande e não somos atendidos. Precisamos da limpeza dos campos, não temos banheiro”, clamou.

 

O morador do bairro Campo Verde, Gabriel Alves Leite também reforçou o pedido por asfalto e apresentou outras reivindicações. “Em frente ao Terminal Coronel Antonino, em dia de chuva não passa carro, nem moto, só canoa. Temos que dar uma volta muito grande para conseguir entrar ou sair do Terminal. Quero saber também porque as obras estão paralisadas por toda a cidade, porque o imposto está sendo pago normalmente pelo cidadão”, indagou.

 

O presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Amparo à Família do Bairro Nova Lima, Waldir Kruki reivindicou aos parlamentares iluminação no entorno do PSF do bairro, que está às escuras. “Estamos no escuro na parte interna e externa do PSF. Peço também a limpeza e cascalhamento das ruas do bairro. Também precisamos de maior segurança na hora da saída dos alunos aqui dessa escola, seja com guardas municipais ou da Agetran, porque o trânsito aqui é muito perigoso”, disse.

 

Por fim, a aluna do 9° ano da Escola Municipal “Hércules Maymone” Natália da Silva, de 14 anos, apresentou uma lista de reivindicações de melhorias para a escola, que sofre com a falta de infraestrutura. “Estudo aqui desde a pré-escola. Não temos uma biblioteca boa, não temos livros para adolescentes, temos mais livros para criança, com mais figura do que texto. As paredes estão rachadas, temos poucos ventiladores, as lâmpadas das salas não funcionam. Quando chove molha dentro das salas e temos que colocar baldes no chão. Os banheiros têm vazamento, vive com poças d’água, as descargas não funcionam, o banheiro vive com mau cheiro. A nossa merenda é sempre a mesma coisa, pão seco, farofa ou pão com frango, raramente muda. Na quadra precisamos de uma arquibancada, bolas e redes novas e pintura”, elencou.

 

As reivindicações e sugestões apresentadas serão transformadas em Indicações, Ofícios, Requerimentos e Projetos, a serem encaminhados à Prefeitura Municipal. As proposições serão apresentadas em nome dos 29 vereadores da Câmara Municipal.

 

A sessão contou ainda com a presença do diretor adjunto da Escola Municipal “Hércules Maymone”, Antonio Jorge da Silva. Estiveram presentes os vereadores Carlão, Mario Cesar, Eduardo Romero, Francisco Saci, Chiquinho Telles, José Chadid, Chocolate, Ayrton Araújo do PT, Dr. Loester, Luiz Ribeiro, Carla Stephanini, Flávio César, Herculano Borges, Otávio Trad, Paulo Pedra, Paulo Siufi, Vanderlei Cabeludo e Coringa.

 

Paulline Carrilho

Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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