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26.09.2019 · Audiência Pública
Autoridades defendem ampliação de políticas públicas para reinserção de idosos no mercado de trabalho
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Autoridades e representantes da sociedade civil organizada defenderam, durante audiência pública na noite desta quinta-feira (26), a ampliação de políticas públicas para reinserção de idosos no mercado de trabalho. O debate foi convocado pela Comissão Permanente de Assistência Social e do Idoso, composta pelos vereadores Betinho (presidente), Enfermeira Cida Amaral (vice), Valdir Gomes, Pastor Jeremias Flores e Dr. Loester.

“O interesse das empresas pela mão de obra de pessoas da terceira idade nunca foi claro. Porém, atualmente já se tem um olhar um pouco mais amigável para a diversidade etária e a convivência entre gerações dentro das empresas. Dessa forma, iremos discutir como é feito a reinserção dos idosos no mercado de trabalho.”, pontuou Betinho.

Ainda conforme o parlamentar, a terceira idade é a mais excluída do mercado formal, e é também a que mais tem sofrido com o fechamento de vagas com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em 2018, enquanto a faixa etária até 39 anos criou mais de 140 mil vagas, e 37 mil postos foram fechados para pessoas acima de 50 anos.

“Algumas empresas passaram a lançar programas com vagas abertas apenas para pessoas de idade mais avançada, como parte de um esforço de diversidade que já era observado em relação a gênero e raça”, emendou o vereador.

Segundo o advogado Nelson Alfonso, presidente do Fórum Permanente de Defesa e Direitos da Pessoa Idosa, os idosos de baixa renda encontram ainda mais dificuldades para retornar ao mercado formal de trabalho. “O idoso, quando afastado do mercado de trabalho formal, fica a margem, sem Previdência, e acaba sendo explorado pelo mal empregador, sofre pressões no mercado informal e recebe a remuneração que o mercado acha que deve pagar. Essa reinserção é muito difícil, pois o idoso de baixa renda tem uma dificuldade muito grande em conseguir se qualificar. Não temos um aparelhamento que atenda a abertura de portas para o idoso voltar ao mercado”, pontuou.

A conselheira do Conselho Municipal do Idoso, Neiva Batista de Melo, lembrou que o idoso, sem emprego, fica ocioso. “O idoso fica na praça jogando dominó ou baralho para passar o dia. Não tem um mercado de trabalho que aceita. As pessoas acham que, quando envelhece, já não pode trabalhar mais. O idoso quer trabalhar, mas ninguém quer, e isso é muito triste”, lamentou.

A advogada Lilian Veronesi, membro da Comissão dos Idosos da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), afirmou que a sociedade não está preparada para envelhecer. “Não é só reinserção no mercado de trabalho, mas outras áreas também devem ser discutidas. Estamos à disposição e somos parceiros. Precisamos refletir, discutir e colocar em prática”, afirmou.

A jovem Giane Graciane, que participou da audiência, lembrou da experiência dos idosos no mercado. “Muitos idosos não têm o que fazer e ficam na praça. Muitos são qualificados, mas não trabalham. Temos que dar mais apoio, pois eles estão mais bem qualificados que nós, jovens, muito tempo de vida, e as pessoas não dão prioridade pra isso”, lembrou

Em sua fala, o vereador Papy defendeu a ampliação de programas de qualificação. “Quando alguém procura emprego, não encontra por falta de qualificação. E o mercado de trabalho está atrás de pessoas qualificadas, está cada vez mais exigente. Hoje, não temos uma atividade permanente de qualificação, tanto do jovem, como do idoso. Precisamos ter cursos de qualificação permanentes no município”, disse.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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