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27.09.2018 · Audiência Pública
Em audiência pública na Câmara, Secretário de Saúde presta contas da pasta
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O secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela, voltou a prestar contas à Câmara Municipal, nesta quinta-feira (27), e apresentou o demonstrativo financeiro da pasta referente aos meses de maio, junho, julho e agosto de 2018. 

A prestação de contas, prevista em lei, foi convocada pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, composta pelos vereadores Eduardo Romero, João César Mattogrosso, Júnior Longo, Betinho e Dharleng Campos; e pela Comissão Permanente de Saúde, composta pelos vereadores Dr. Loester (presidente), Dr. Antônio Cruz (vice), Dr. Livio, Fritz e Enfermeira Cida Amaral.

“Eu quero ajudar, gosto de desafios. A gente conseguiu equilibrar a falta de medicação desde que entramos. Esse dinheiro que está vindo para a Unidade do Trauma terá que ser pactuado. Quero que seja mais para a alta complexidade. Tem como fazer, agora, tem que todo mundo querer. O Conselho Municipal é um grande membro dessa composição. Esse quadrimestre, depois de 11 anos, conseguimos cumprir”, afirmou o titular da Sesau. A prestação de contas pode ser conferida AQUI.

Ainda conforme o secretário, a crise tem afetado diretamente os municípios. “Estamos em uma crise sem precedentes. Vou a Brasília e escuto os outros secretários de saúde conversando. Minas Gerais, por exemplo, não repassa o que é pactuado com os municípios há quase dois anos. As cidades estão estranguladas, vendendo o almoço para comprar a janta. Nós estamos conseguindo gerir e, pelo menos, pagar seus servidores. É algo desafiador, mas apaixonante a medida que você pode fazer para melhorar a população”, completou.

Além de um debate para a Secretaria Municipal de Saúde apresentar a situação financeira do segundo quadrimestre do ano, a audiência foi uma oportunidade para os vereadores cobrarem melhorias na área em Campo Grande. Para o vereador Dr. Loester, o sistema de regulação de vagas afeta diretamente a rede pública de saúde da Capital.

“O importante para nós é que a saúde realmente esteja funcionando, não só no papel. Andamos na cidade, temos percorrido todos os bairros de Campo Grande, e encontramos muitas reclamações que gostaríamos que a secretaria melhorasse. A pasta tem procurado resolver os problemas. Tenho defendido e mostrado que temos um atendimento obrigatório nosso, para uma população de 800 e poucos mil, e atendemos mais de 1 milhão de pessoas. Nossa política de saúde é um pouco prejudicada por conta disso”, afirmou. 

“São reclamações de pessoas aguardando cirurgias eletivas há três anos, por exemplo. Nós, que trabalhamos em hospital, vemos que o atendimento tem diminuído muito. Claro que não podemos negar atendimento a ninguém. Esse sistema de regulação de vagas é prejudicial a Campo Grande, pois tira o direito dos pacientes de Campo Grande de serem atendidos com mais urgência, pois concorrem com pacientes de todo o Estado. É desumano fazer isso com a população”, considerou o vereador.

Para a vereadora Enfermeira Cida Amaral, o atendimento, alvo de reclamações constantes da população campo-grandense, tem dado sinais de melhora. “Estamos no caminho da melhora, com auditorias e visitas técnicas. Hoje, nosso usuário está muito atuante, e ele é um ator muito importante para que nossa saúde melhore”, considerou.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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